Bolsa Família e empreendedorismo contribuem para melhor Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil

27/05/2026
WhatsApp
Facebook
LinkedIn

Com mais acesso a renda, saúde e educação, o Brasil atingiu o seu melhor nível em desenvolvimento humano da história. O país alcançou 0,805, em uma escala de 0 a 1. Quanto mais perto de 1, melhor o índice. O dado foi divulgado na pesquisa Radar IDHM do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), nesta terça-feira (26).

De acordo com o estudo, o Programa Bolsa Família é o grande diferencial para a conquista. A geração de emprego e renda, aliada ao estímulo ao empreendedorismo, tem possibilitado a superação da pobreza no país, diz o Sebrae. “O que temos visto a cada estudo do Sebrae e do MDS é que o benefício social não gera dependência. Ele atua como uma rede de segurança. Trata-se de um benefício social que estimula o desenvolvimento econômico”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

Com o apoio técnico do Sebrae, esse microempreendedor consegue fazer com que o dinheiro recebido circule no próprio bairro, gerando emprego, renda, cidadania e multiplicando o impacto do investimento público original, podendo realiza-se o sonho de empreender.

Rodrigo Soares, presidente do Sebrae

Segundo estudo do Banco Mundial, o Bolsa Família tem efeito multiplicador de 2,16 na economia local — ou seja, cada R$ 1 investido no programa gera cerca de R$ 2,16 em movimentação econômica. Somente em 2025, mais de 2 milhões de famílias saíram do Programa Bolsa Família. A maioria (1,3 milhão) deixou de receber o benefício em razão do aumento da renda familiar.

“É o programa Bolsa Família que retira quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também, de estar na escola. Então, aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira”, destacou a coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa.

O critério de acesso ao Bolsa Família é renda per capita até R$ 218. Quando as famílias ultrapassam esse valor até o limite de renda de R$ 706 por pessoa, elas seguem no programa por um período de transição (de até 12 meses), recebendo 50% do benefício.

MEI x CadÚnico

Aliado ao programa de transferência de renda está o estímulo ao empreendedorismo. Dos mais de 16,6 milhões de microempreendedores individuais (MEI) no país, cerca de 4,6 milhões são pessoas que estão inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais, de acordo com levantamento do Sebrae e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).

Desse universo, 57% decidiram investir no sonho de empreender após aderir à plataforma do governo federal – o que reforça a tendência de que os beneficiários das políticas públicas estão à procura de uma autonomia financeira por meio do empreendedorismo formal.

Parceria entre Sebrae e MDS

Assinado em 2023, o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Sebrae visa à integração de esforços para uma atuação articulada na promoção socioeconômica de famílias em vulnerabilidade social. Entre as ações previstas está o compartilhamento de informações do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e do Programa Bolsa Família para o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre os pequenos negócios para o aprimoramento de políticas públicas.


Fonte: Agência Sebrae